quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Gente esse texto eu encontrei no google naum foi eu que fiz astista desconhecido!


Cadê eu?

Fiquei no caminho,

na margem d'um lugar

que sequer tem nome

(Esse não é o meu lugar!)

Cadê a palavra,

que desvendava a alma?

Hoje parece oca.

Cadê o luar,

que iluminava a escuridão?

Cadê a dor que passava

só em tocar a sua mão...

Hoje a dor me falta,

isso me afasta.

(Antes dor, que o vazio)

Cadê a lágrima?

Ela não rola e me aperta o peito.

Cadê o segredo, o sonho, o desejo?

Cadê a flor, a tela, a música

a melodia que fazia dançar, amar?

Cadê a infantil falta de senso

que não me fazia desistir?

Não me fazia deixar de amar...

Cadê a insistência diante do não?

O não era apenas um ponto de partida

e não o final.

Hoje sou ponto.

Hoje não sou, não estou.

Hoje passou

Hoje sou o ontem sofrido

desse dia feliz

que um dia há de chegar.